
Nos dias 15 e 16 de maio foi realizado, em Fortaleza, o 31º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Nordeste (CNFBNB) que avançou no debate da construção de propostas específicas para Campanha 2026 a serem negociadas com o Banco durante a Campanha Nacional 2026.
No primeiro dia, os funcionários debateram as mudanças na NR-1, a importância dos bancos públicos para o desenvolvimento nacional e as eleições 2026 e seu impacto para os trabalhadores. Segundo o presidente da Fetrafi/NE, Carlos Eduardo, existem dois projetos em disputa: um que valoriza as pautas dos trabalhadores e um destrutivo, que vai de encontro a todos as propostas sociais, trabalhistas e de distribuição de renda.
“Para a construção de um projeto soberano é preciso além da eleição de um presidente comprometido com essa pauta nas próximas eleições. Precisamos também eleger um congresso comprometido com esse projeto. A disputa pelo congresso é tão importante quanto a eleição presidencial”, alerta. Ele fala também da importância dos bancos regionais no projeto da distribuição de renda e dos bancos públicos no geral na questão da promoção do desenvolvimento nacional.
Fechando o primeiro dia de Congresso, o professor Marcelo Azevedo falou sobre a importância dos bancos públicos para o desenvolvimento de um país.
O segundo dia, foi dedicado à apresentação das conquistas dos funcionários do BNB nos últimos anos e à construção de propostas específicas para a minuta do funcionalismo do BNB. A Comissão Nacional dos Funcionários do BNB realizará a revisão e compilação das propostas estaduais na minuta a ser apresentada ao banco em 29 de junho. “O Congresso do Banco do Nordeste, assim como dos demais bancos, é fundamental para organizar o nosso enfrentamento na mesa de negociação, tanto na específica quanto na mesa única, que os banqueiros tentam enfraquecer e dividir reiteradamente”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Fabiano Moura.
Os funcionários aprovaram ainda a realização de um Dia Nacional de Luta por mais saúde e melhores condições de trabalho, cuja data será definida em breve e uma moção de repúdio contra o ataque americano a governos da América Latina, Oriente Médio e Ásia e contra as ameaças de paz no mundo.