Sindicato lança campanha “Cadê o banco que estava aqui?” para denunciar fechamento de agências

O Sindicato dos Bancários de Pernambuco lançou neste mês de junho, a campanha “Cadê o banco que estava aqui?”, uma mobilização estadual que denuncia os impactos do fechamento de agências bancárias físicas sobre trabalhadores, clientes e municípios.
Nos dias 1, 2 e 3 de junho, a entidade percorre bancos privados da Região Metropolitana do Recife e do Interior de Pernambuco, com intervenções artísticas, atividades de diálogo com a população e ações de denúncia sobre os efeitos da redução do atendimento presencial promovida pelos bancos.

A campanha pretende chamar atenção para um problema que tem afetado diretamente milhares de pessoas: o desaparecimento das agências físicas enquanto os bancos seguem registrando lucros bilionários. Em 2025, segundo dados do Bacen e Balanço dos Bancos, os bancos Bradesco, Santander e Itaú, juntos, fecharam 1.388 agências bancárias e reduziram 11.447 postos de trabalho no Brasil.

Para o Sindicato, o fechamento das unidades bancárias representa mais do que uma mudança de modelo. A prática amplia a exclusão, dificulta o acesso da população aos serviços financeiros e precariza o atendimento, especialmente para idosos, aposentados, pessoas com deficiência, moradores do interior e clientes que dependem do atendimento humano.

Segundo a secretária de Bancos Privados do Sindicato, Dileã Raposo, a campanha nasce da necessidade de denunciar os impactos sociais provocados pelos bancos.
“Os bancos falam em modernização, mas o que vemos é o abandono da população e a sobrecarga dos trabalhadores. Fechar agências significa dificultar o acesso ao atendimento, aumentar filas e excluir principalmente quem mais precisa do serviço presencial. Essa campanha quer dar visibilidade às pessoas que estão sendo deixadas para trás”, afirmou.

Com identidade visual marcada pela ideia de abandono e desaparecimento das agências, a campanha leva a esquete teatral “O último a sair fecha a porta” para dentro dos bancos privados, com atuação de Daniel Barros, Leonardo Lopes e Maria Pepe. Em seguida, serão promovidos atos com espaços para escuta e denúncias da população sobre os impactos do fechamento das unidades. A campanha também prevê uma série documental para as redes sociais, reunindo relatos de trabalhadores e clientes atingidos pelo processo de desmonte do atendimento bancário presencial, além de estudiosos sobre o tema.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Fabiano Moura, destacou que o avanço tecnológico não pode servir como justificativa para a retirada de direitos e serviços essenciais.
“Não somos contra a tecnologia. O que denunciamos é o uso dela como desculpa para fechar agências, reduzir empregos e abandonar cidades e bairros inteiros, quando o banco é uma concessão pública que deve serviços à sociedade. Os bancos seguem lucrando bilhões, enquanto a população enfrenta mais dificuldades para acessar serviços básicos. Defender o atendimento presencial é defender dignidade, inclusão e respeito às pessoas”, ressaltou.

Expediente:
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