Bancários do HSBC discutem situação do banco no Brasil

O
Sindicato participou, nesta segunda e terça, dias 27 e 28, da
reunião da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do HSBC.
Entre
as principais pautas, estava a
situação do banco diante dos rumores de que ele pode sair do
Brasil, e o impacto disso para os funcionários. A reunião aconteceu
na sede da Contraf-CUT
(Confederação
Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro),
em São Paulo.

A
notícia sobre a venda da operação de varejo e de parte do banco de
investimento no Brasil foi veiculada pelo jornal Financial Times, no
dia 17 de abril. Segundo o diretor do Sindicato e da Contraf-CUT e
membro da COE do HSBC, Alan Patrício, que participou da reunião, a
situação é delicada. “Sabemos que existem muitos interesses em
jogo e que não é à toa que esses boatos estão sendo divulgados”.

O
diretor explica que o movimento sindical está atuando em defesa dos
trabalhadores em várias frentes. “Além de toda a agenda para
discutir o assunto com deputados, senadores e com o Banco Central,
estamos aguardando o pronunciamento do presidente do HSBC no Brasil,
André Brandão. No dia 5 de maio, ele apresentará, aos
trabalhadores, o lucro do banco no país, no primeiro trimestre de
2015, e avaliará a situação do banco no cenário atual”.

Alan
ressalta ainda que um principais focos da COE do HSBC, atualmente, é
negociar e assinar o acordo aditivo específico dos trabalhadores do
banco, a fim de garantir, formalmente, os benefícios específicos a
que eles já têm acesso.

Preservar
empregos

A Contraf-CUT decidiu formar uma força-tarefa que irá a Brasília
nos próximos dias dialogar com parlamentares, com o Banco Central e
com o governo, para que os funcionários não fiquem alijados do
possível processo de mudanças do banco.

“Nossa
maior preocupação é com o emprego. Já vivemos uma situação
parecida quando o Bamerindus foi comprado pelo HSBC. Nós nos
adiantamos, conversamos com todas as autoridades envolvidas e isso
contribuiu para que o processo não significasse demissão em massa
dos bancários. Vamos fazer o mesmo agora”, afirma Sérgio
Siqueira, funcionário do banco e diretor da Contraf-CUT.

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