Trabalhadores de bancos privados discutem pautas especificas

Uma
pauta unificada para todo Brasil. Esse foi o ponto em comum dos
quatro encontros nacionais dos funcionários de bancos privados, que
começaram nesta terça, 26,
em São Paulo. Pernambuco
está sendo representado pelos diretores Suzineide Rodrigues, Cláudio
da Hora e Luís Higino – do Bradesco; Eleonora Costa, Teresa Souza
e Helminton Paulo – do Santander; João Rufino, Wellington Trindade
e Maria José Leódido – do Itaú; e Suzana Andrade – do
HSBC.

Os
trabalhadores do Bradesco iniciaram o trabalho com uma análise dos
resultados do banco, a partir de uma apresentação do Dieese
(Departamento
Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-econômicos).
Fizeram,
também, uma análise da estrutura da holding Bradesco.”São
indicadores que vão nos ajudar a planejar nossas políticas. Uma
de nossas estratégias é criar
o ramo financeiro. Então, vamos lutar pela contratação
diferenciada, para trazer os
trabalhadores das
financeiras para
dentro do acordo coletivo dos bancários”, afirma
a secretária de Finanças do Sindicato, Suzineide Rodrigues,
bancária do Bradesco.


Além de
traçar estratégias de organização para construção do ramo, o
encontro vai
planejar a atuação da Comissão de Empregados (COE) do
Bradesco nos
próximos anos.


Os
bancários do Santander
também
fizeram uma análise do balanço do banco, em cima dos dados
apresentados pelo Dieese. “Com esses números na cabeça,
podemos fortalecer
uma
ação nacional para defender nossas reivindicações
e ganhar
mais poder na mesa de negociação”, avalia
a diretora do Sindicato, Teresa Souza, bancária do Santander


os funcionários do Itaú definiram alguns
pontos importantes para a organização dos trabalhadores,
como os nomes da Comissão de Organização dos Empregados (COE), a
periodicidade de reuniões e um alinhamento de conteúdo para os
materiais de comunicação da campanha. “Reorganizar
a comissão e escutar todas as demandas nacionais é
o primeiro passo para
que
a gente construa
uma
pauta única e defina
uma
agenda de negociação com os bancos”, dizo
secretário de Formação do Sindicato, João Rufino, do
Itaú.

HSBC:
Contra demissões

Como
já estava previsto, o encontro do HSBC discutiu o anúncio feito
pelo banco inglês de que analisa a venda de seus ativos financeiros
no Brasil. “É
preciso mostrar
para a sociedade os impactos
negativos dessa venda, que
pode significar desemprego e maior concentração bancária.
Os
órgãos reguladores consideram apenas as questões mercadológicas e
esquecem das pessoas e de suas necessidades”, ressalta
Suzana Andrade.

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