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Uma comissão do Sindicato dos
Bancários de Pernambuco reuniu-se nesta terça-feira (31) com um
representante da Superintendência da Caixa Econômica Federal, o
gerente administrativo Waldemar Marques, para pedir esclarecimentos
sobre a política de horas extras da estatal. A entidade tem recebido
denúncias de empregados que alegam estar sendo coagidos a bater o
ponto e continuar trabalhado.
De acordo com a presidenta do
Sindicato, Suzineide Rodrigues, o gerente administrativo informou que
não é orientação da Caixa a realização de horas extras. “A
reunião foi positiva. Convocamos a Superintendência a realizar
visitas surpresas nas agências para verificar se essa prática
irregular está ocorrendo. O Sindicato estará vigilante”, afirma.
A jornada diária dos bancários com
duração de 6h é uma das grandes conquistas da categoria. Para a
secretária-Geral do Sindicato, Sandra Trajano, é imprescindível
que os empregados não se sintam obrigados a fazer as horas extras.
“Se o empregado se sentir ameaçado pela gerência a fazer horas
extras ou a bater o ponto e continuar trabalhando, deve denunciar”,
ressalta.
Além da questão das horas extras,
também foram pauta da reunião o Plano de Demissão Voluntária
(PDV) que poderá ser lançado pela estatal e a questão da segurança
bancária. O representante da Superintendência, Waldemar Marques,
garantiu que como o plano de reestruturação da Caixa não foi
oficializado, ainda não há informações mais detalhadas sobre esse
processo.
Em relação aos ataques a bancos, a
Caixa se mostrou preocupada com a situação da violência e disposta
a fazer um trabalho conjunto. “Vamos fazer uma tratativa com a
Caixa para realização de reuniões trimestrais a fim de
construirmos uma saída no que diz respeito à segurança dos
empregados e clientes”, esclarece Sandra.