São Paulo – O desmonte trabalhista criado pela reforma defendida pelo governo Temer e seus aliados – banqueiros e grandes empresários – vai piorar a já grave crise que o Brasil atravessa. A desculpa deles para retirar direitos é totalmente esfarrapada: estimular investimentos e criar empregos.
“O que gera emprego é crescimento econômico, não flexibilizar leis trabalhistas”, afirma a secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva.
A dirigente menciona estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre reformas legislativas laborais em 111 países. “O levantamento, feito entre 2008 e 2014, mostra que o menor nível de proteção aos empregos acabou por facilitar o processo de demissões.”
E diz a OIT: “Em ambos grupos de economias [desenvolvidos ou em desenvolvimento], a desregulação está associada à queda na taxa de emprego no ano seguinte”.
Solução é emprego – Para Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese, “mudanças precisam fortalecer a negociação e o diálogo de organizações representativas, em um ambiente institucional que valorize a solução dos conflitos e seja capaz de criar compromissos com o interesse da sociedade, elementos que atuam para promover o desenvolvimento do país”.
“O oposto do que Temer quer fazer com esse desmonte trabalhista”, critica Ivone.
Nesta terça-feira 4, a urgência para votação da “reforma” (PLC 38/2017) será apreciada pelo plenário do Senado. Se aprovada, o projeto pode ser votado na quarta.
Na Pressão – “Temos de reforçar a pressão sobre os senadores. Aqueles que votarem por esse desmonte dos nossos direitos trabalhistas nunca mais serão eleitos”, convoca Ivone. Pressionar é fácil. Basta clicar aqui e seguir as intruções. Não leva mais do que alguns segundos.
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