Trabalhadores em educação em Pernambuco encerram greve

Em assembleia, trabalhadores da rede estadual de ensino votaram pelo fim da greve, que foi retomada desde o último dia 21 de maio. Categoria aprovou proposta de reajuste salarial de 7,1% dividido em três vezes e reajuste a partir de agosto no vale refeição de quem tem 200h/aula, que agora passa a ser de 11,20.

A categoria lotou o Teatro Boa Vista para definir os rumos da paralisação na tarde desta segunda-feira (8). Como de costume, o presidente do SINTEPE, Fernando Melo repassou os informes, os trabalhadores fizeram as avaliações e por último, foram retirados os encaminhamentos. Melo ressaltou durante a assembleia que foram quase três meses de embate, iniciado no dia 13 de março, entre sindicalistas e governo. Segundo o sindicalista, a negociação da manhã desta segunda, horas antes do encontro com a categoria, foi arrancada. “Fomos para lá esticar a corda por entender que as saídas para os impasses devem ser feitas através dos diálogos”, assegurou. 

Na assembleia, a proposta repassada e aprovada pela categoria consistia em pontos como: manutenção da incorporação na aposentadoria para analistas com a caída da trava (antes para receber os analistas precisavam trabalhar 5 anos a mais para incorporar a gratificação), está mantido o concurso público para 3 mil vagas na rede estadual, está mantida a gratificação de R$ 2.032 para quem trabalha em escolas dos presídios, lembrando também que o governo ficou de incrementar R$ 500 mil para a educação por mês, além do valor fixo que é destinado ao setor. E ainda, o reajuste salarial para os ativos e aposentados de 7,1% dividido em três parcelas de 2%, será aplicado em junho, agosto e outubro e o vale refeição de quem tem 200h/aula passa a ser em agosto de R$11,20. 
“Os dias parados serão pagos em junho e a multa do SINTEPE será tratada numa reunião com representantes do sindicato e governo até sexta”, sublinhou Melo. Abertas as avaliações, a categoria enfatizou que o fim da greve, não impediria que as mobilizações continuassem. Em seguida, as propostas colocadas anteriormente foram para regime de votação. No momento, os educadores que lotavam o teatro decidiram em sua maioria votar pelo fim da greve, que já durava 17 dias. Uma próxima assembleia será realizada no início do segundo semestre para definir um novo calendário de lutas.

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